Era noite e Pedro estava na balada. Amigos, mulheres, música e agito, clima tipicamente descontraído. Inicialmente, nem pensava em beber, pois pretendia voltar dirigindo para casa. No entanto, o ambiente, os amigos, tudo o levou ao excesso. A visão foi ficando turva, as pernas bambas, sua maneira de falar diferente. Foi assim que Pedro, um jovem de apenas vinte anos, terminou sua noite: pegou o carro e sem medir as conseqüências saiu, acelerando bruscamente o veículo, do estacionamento da boate.
Pedro estava se sentindo mais poderoso que os amigos, pois era ele quem estava dirigindo. Durante a trajetória, a visão do garoto foi ficando cada vez mais turva, o sono foi se acentuando, até que ele perdeu o controle do automóvel. Tudo escureceu. O jovem acordou assustado, se viu jogado no sofá da balada. Aliviado por estar vivo. Dessa vez foi apenas um sonho.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Olhar
Multidão. Ele se destaca em meio aos outros. Parece que ele me olha, mas, na verdade, vejo que me enxerga. Sinto calor, meu coração acelera e perco as palavras. Nunca nos falamos, mas senti que havia algo entre nós. É um encontro que acontece só dentro de mim.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Agulha
Ando sem rumo. Não sei onde estou. Pessoas vêm e vão, mas não consigo prestar atenção em ninguém. Está muito barulhento, mas nada ouço.
Minha cabeça roda, roda e só pára naquele momento. Como pôde? Dei-lhe tudo que um homem pode oferecer a uma mulher: amor, carinho, conforto, segurança... Nada lhe faltava. Aonde foi que eu errei?
Minha cabeça roda, roda e só pára naquele momento. Como pôde? Dei-lhe tudo que um homem pode oferecer a uma mulher: amor, carinho, conforto, segurança... Nada lhe faltava. Aonde foi que eu errei?
Sempre me alertavam sobre ela, mas estava tão cego, que não enxergava seu comportamento. Foram inúmeras noites que dizia que passava dando plantão no hospital, mas era pura mentira. Algumas, de fato, devia passar no trabalho. Mas em outras estava com ele. Sempre os via juntos: confesso que sentia algum tipo de ciúme, porém confiava em minha esposa. Jamais passaria na minha cabeça que a mulher que eu tanto amava, traía-me.
Olho essas prostitutas que agora passam por mim com total desprezo que a olhei naquele momento.
O que consigo escutar agora são os gemidos que ela dava. O que consigo ver neste instante é os dois na cama. O que consigo sentir nesse momento são as minhas mãos suando e tremendo. Aquela puta! Sua expressão se transformou ao me ver. Tentaram se explicar, mas não havia justificativa. Meu ódio foi tão grande que não tive outra reação.
Peguei a tesoura que estava na mesa e com toda a força cravei-a no peito do desgraçado. Ela não parava de chorar, tentou me impedir, mas já era tarde demais.
Porém, ela sim deveria receber uma punição maior. Sofrer tanto quanto eu suportava naquele momento. Não hesitei, pois queria acabar com a vida dela ali mesmo. Peguei os bisturis que estavam ao lado da tesoura, segurei suas mãos com a maior força que detinha e cortei todo o seu corpo. Do seu belo rosto até o lugar mais sensível aonde um ser humano poderia sentir a mais grave dor. Queria que seu sofrimento fosse o mais doloroso possível, para que sentisse tudo aquilo que eu sentia naquele instante, até seu último momento.
Não sinto culpa alguma do que fiz. Não me arrependo de ter acabado com sua vida e a de seu amante. Ela também cometeu um crime. Eva também me esquartejou. Acabou com o sentimento mais puro que sentia e que só a ela pertencia.
Agora sinto um incomodo forte no corpo. Como se estivesse sendo operado. Continuo andando até dar num beco sem saída, aonde desabotôo minha camisa. Há uma agulha com uma linha transpassada por minha barriga até chegar próximo ao ombro. Dói, mas o pior do que isso é a aflição de ter algo agonizante dentro de mim. Não sei o que fazer com isso. Não quero tirá-las de mim. Não quero mais sentir dor.
Porém, ela sim deveria receber uma punição maior. Sofrer tanto quanto eu suportava naquele momento. Não hesitei, pois queria acabar com a vida dela ali mesmo. Peguei os bisturis que estavam ao lado da tesoura, segurei suas mãos com a maior força que detinha e cortei todo o seu corpo. Do seu belo rosto até o lugar mais sensível aonde um ser humano poderia sentir a mais grave dor. Queria que seu sofrimento fosse o mais doloroso possível, para que sentisse tudo aquilo que eu sentia naquele instante, até seu último momento.
Não sinto culpa alguma do que fiz. Não me arrependo de ter acabado com sua vida e a de seu amante. Ela também cometeu um crime. Eva também me esquartejou. Acabou com o sentimento mais puro que sentia e que só a ela pertencia.
Agora sinto um incomodo forte no corpo. Como se estivesse sendo operado. Continuo andando até dar num beco sem saída, aonde desabotôo minha camisa. Há uma agulha com uma linha transpassada por minha barriga até chegar próximo ao ombro. Dói, mas o pior do que isso é a aflição de ter algo agonizante dentro de mim. Não sei o que fazer com isso. Não quero tirá-las de mim. Não quero mais sentir dor.
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